Agricultura Urbana

Qual a diferença entre Orgânico e Agroecológico?

Para entendermos isto, é importante saber que a diferença não está somente no produto final mas sim, em todo o processo de produção do mesmo, desde a escolha do local e das sementes até a condição dos trabalhadores do campo.

Para ser considerado orgânico, não podem ter sido utilizados agrotóxicos na plantação, importando também as condições de trabalho dos agricultores, a compatibilidade do ecossistema local e o quão industrializado foi o processo.

Ou seja, o alimento orgânico, embora mais saudável que o modelo normal de produção do agronegócio, não envolve a mesma responsabilidade social e ambiental que o movimento da agroecologia, defendida pelo MST.

Agroecologia

Todo produto agroecológico é certificado, tanto pelos certificadores tradicionais, como o Instituto de Mercado Ecológico (IMO), como pela certificação comunitária, que é feita por organizações a partir da origem de onde é produzido.

Para conquistar o certificado de acordo com a legislação brasileira, o processo produtivo do alimento precisa seguir os critérios descritos na lei 10.831, sancionada em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

São critérios da lei, entre outros, que o processo de produção seja isento de contaminantes intencionais (agrotóxicos); que realize a preservação da diversidade biológica dos ecossistemas em que consta o sistema de produção; o uso saudável do solo, da água e do ar; e a reciclagem de resíduos de origem orgânica, reduzindo ao mínimo a utilização de recursos não-renováveis.

Os assentamentos do MST considerados em transição, portanto, preparam-se para evoluir de um modo de produção similar ao do agronegócio industrial para o orgânico, e do orgânico em direção à produção agroecológica.

Ecossistema

Uma das principais diferenças entre o selo orgânico e o agroecológico é o fator humano: o primeiro já foi absorvido pelo agronegócio capitalista, e pode ser produzido inclusive em latifúndios quase completamente mecanizados, com pouco ou nenhum envolvimento dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, transferidos, nesse sistema, para os centros de processamento dos produtos.

Já a agroecologia promove o resgate de técnicas pré-industriais que ainda vivem por meio da agricultura familiar e que são menos agressivas aos ecossistemas, aliados ao conhecimento científico moderno de análise das águas e do solo, assim como dos hábitos e necessidades da fauna local.

Na agroecologia, o rodízio de culturas, por exemplo, segue a lógica da alimentação da família produtora, e não o planejamento financeiro dos grandes fazendeiros; assim, a produção é mais diversificada e permite que o solo retenha nutrientes.

Fonte utilizada para pesquisa: https://www.brasildefato.com.br/2018/05/03/alimento-organico-ou-agroecologico-entenda-a-diferenca-entre-os-modos-de-producao/

Mercado de Orgânicos cresceu 20% em 2018

Recentemente saíram duas reportagens nos sites Destak Jornal e Dinheiro Rural sobre o crescimento do mercado de orgânicos. Segundos os mesmos, o mercado de orgânicos cresceu cerca de 20% durante o ano de 2018. Vamos entender um pouco mais sobre esse crescimento?

Os dados deste crescimento de 20%, que equivale a R$ 4 bilhões de reais em faturamento foram informados pelo Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) e segundo o que os números indicam, a estimativa é que este crescimento continue agora em 2019!

Entretanto algo que deveria ser mais explorado no Brasil é a questão do mercado externo. Nele as exportações representaram perto de US$ 180 milhões de dólares. Na avaliação do próprio Organis, o crescimento ainda é tímido e centrado em produtos ingredientes e de baixa associação à marca Brasil, resultado da falta de reconhecimento mútuo de certificações entre países. Por isso, a participação de empresas brasileiras em importantes feiras do setor, como a Biofach, da Alemanha, e a ExpoWest, nos Estados Unidos, foram importantes estratégias para valorização do mercado de orgânicos.

“É muito importante participar dos grandes eventos de comércio e promoção para manter as empresas associadas no radar dos negócios internacionais”, comenta Cobi Cruz, diretor do Organis.

A participação em eventos internacionais também crescerá este ano, assim como a conquista do mercado nacional!

Cobi Cruz também disse o seguinte: “Preparamos ao varejista um mix de associados que permitem montar um nicho orgânico em qualquer loja ou supermercado no Brasil. Vamos promover degustação e receitas fáceis para mostrar como incluir ingredientes e produtos orgânicos no dia a dia”, o que será de fato muito bacana e de grande ajuda!

 

Caso queira conferir o facebook do Organis e se inteirar ainda mais sobre os assuntos do mundo orgânico, confira o link a seguir!

https://www.facebook.com/organis.brasil/

 

Referências:

https://www.dinheirorural.com.br/mercado-brasileiro-de-organicos-cresceu-20-em-2018/?fbclid=IwAR0jbsBm6G1T9hshl5rJfRvNUlvSWmGtzxECKnZhOcokkrYxtL0bHUHi2LQ

https://www.destakjornal.com.br/seu-valor/detalhe/mercado-brasileiro-de-organicos-cresceu-20-em-2018?ref=SEC_ultimos_ultima-hora&fbclid=IwAR1eSX__Jb6p0q5kxirzioWzq-BEnbA3GuGPr5FJ6iD9pPMWqdt3o4uLGy4

 

Agricultura Urbana

Agricultura Urbana

 

O rápido crescimento das cidades no mundo em desenvolvimento está colocando enormes demandas nos sistemas urbanos de fornecimento de alimentos.

A agricultura – incluindo horticultura, pecuária, pesca, silvicultura e forragem e produção de leite – está se espalhando cada vez mais para as cidades. A agricultura urbana fornece alimentos frescos, gera empregos, recicla resíduos urbanos, cria cinturões verdes e fortalece a resiliência das cidades às mudanças climáticas.

 

O papel do AO na agricultura urbana
A agricultura urbana e peri-urbana (UPA) pode ser definida como o crescimento de plantas e a criação de animais dentro e ao redor das cidades.

A agricultura urbana e peri-urbana fornece produtos alimentícios de diferentes tipos de culturas (grãos, tubérculos, vegetais, cogumelos, frutas), animais (aves, coelhos, cabras, ovelhas, gado, porcos, porquinhos-da-índia, peixes, etc.) bem como produtos não alimentares (por exemplo, ervas aromáticas e medicinais, plantas ornamentais, produtos de árvores).

A UPA inclui árvores manejadas para produção de frutas e lenha, bem como sistemas de árvores integrados e manejados com culturas (agroflorestais) e aqüicultura de pequena escala.

Comida segura
A UPA pode dar uma contribuição importante para a segurança alimentar das famílias, especialmente em tempos de crise ou escassez de alimentos.

O produto é consumido pelos produtores ou vendido em mercados urbanos, como os mercados de agricultores de fim de semana cada vez mais populares encontrados em muitas cidades.

Como os alimentos produzidos localmente exigem menos transporte e refrigeração, podem fornecer aos mercados próximos produtos mais frescos e nutritivos a preços competitivos.

Os consumidores – especialmente os moradores de baixa renda – desfrutam de acesso mais fácil a produtos frescos, maior escolha e melhores preços.

Agricultura urbana
Legumes têm um ciclo de produção curto; alguns podem ser colhidos em até 60 dias após o plantio, então são adequados para a agricultura urbana.

Parcelas de jardim podem ser até 15 vezes mais produtivas do que as propriedades rurais. Uma área de apenas um metro quadrado pode fornecer 20 kg de comida por ano.

Os horticultores urbanos gastam menos em transporte, embalagem e armazenamento, e podem vender diretamente através de barracas de comida de rua e barracas de mercado. Mais renda vai para eles, em vez de intermediários.

A agricultura urbana proporciona emprego e renda para mulheres pobres e outros grupos desfavorecidos.

A horticultura pode gerar um emprego a cada 100 metros quadrados de jardim em produção, fornecimento de insumos, marketing e valor agregado do produtor ao consumidor.

No entanto, em muitos países, a UPA não é reconhecida nas políticas agrícolas e no planejamento urbano.

Produtores geralmente operam sem permissão. Como é oficialmente “invisível”, o setor não recebe assistência ou supervisão pública em muitas cidades.

A agricultura urbana acarreta riscos à saúde e ao meio ambiente – potencial uso de terra contaminada e cheiros de água e poluição sonora, e uso inadequado de pesticidas e de esterco orgânico cru que pode vazar para fontes de água. Esses problemas exigem atenção adequada.

O papel da FAO
A FAO apóia a transformação da UPA em um uso urbano e econômico reconhecido, integrado às estratégias nacionais e locais de desenvolvimento agrícola, programas de alimentação e nutrição e planejamento urbano.

Ajuda os governos nacionais e regionais e as administrações municipais a otimizar suas políticas e serviços de apoio para a agricultura urbana e periurbana e melhorar os sistemas de produção, processamento e comercialização.

Seus programas técnicos apoiam o trabalho de muitos parceiros da UPA em cidades e áreas urbanas.

Ajuda os países membros a desenvolver o setor por meio da coleta de dados sobre a contribuição da UPA para a segurança alimentar.

Fonte traduzida: http://www.fao.org/urban-agriculture/en/

 

O Gestor Orgânico pode ajudar a gerenciar os pedidos das produções de uma agricultura urbana. Fale conosco e saiba mais.

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